O 14º Boletim Hidrometeorológico divulgado nesta semana pela Secretaria Executiva do Meio Ambiente (SEMA), integrada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE), apontou que a situação da estiagem teve uma melhora comparada aos dois meses anteriores. O quadro é justificado pelo volume de chuva significativo na última quinzena de novembro. Porém, a precipitação foi registrada de maneira bastante irregular no Estado, ou seja, alto volume em poucos dias. Diante desse cenário, a situação de estiagem ainda é considerada grave.

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Na análise da situação do abastecimento público, dos 295 municípios catarinenses, 136 permanecem em condição de normalidade; 77 em estado de atenção; 29 em alerta e 20 em estado crítico frente à estiagem. Este resultado representou uma leve melhora em comparação ao observado no estudo anterior, já que cinco cidades saíram da condição de situação crítica.

O diretor de Recursos Hídricos e Saneamento, Leonardo Ferreira, reforça que agora é hora da colaboração de todos. “As projeções mostram a estiagem prolongada no Estado. O uso da água deve ser priorizado para usos essenciais. De um lado, temos a redução drástica nos mananciais de abastecimento e, do outro, aumento da demanda do uso deste bem, devido à chegada da estação mais quente do ano. Precisamos economizar”, enfatiza.

Avaliação Índice Integrado de Secas

A avaliação do Índice Integrado de Secas (ISS) identifica as áreas e as classifica por intensidade: seca fraca (S0) até seca excepcional (S4), indicando os impactos sociais, ambientais ou econômicos ao longo do tempo. Esta análise apontou 56 municípios em seca grave, 72 em extrema e, ainda, 11 cidades em condição excepcional.

O Índice Integrado de Secas também apontou que os baixos volumes de chuva no mês de outubro, caracterizado como um mês de elevados volumes, resultaram no avanço de seca grave para quase todo o Estado, com impactos de curto e longo prazo.

“Nós continuaremos monitorando a situação e acompanhando as medidas previstas nos planos de ações emergenciais das concessionárias. A temporada de verão está chegando e a preocupação aumenta em função dos mananciais não estarem ainda recarregados para atender o aumento expressivo de pessoas que chegarão nas regiões litorâneas. Agora mais do que antes, é momento de se conscientizar da necessidade urgente de racionar o uso de água”, observa a gerente de Saneamento Básico da Aresc, Luiza Burgardt.

Previsão

Quanto à previsão do tempo, a expectativa para os próximos 15 dias é chuva intensa em curtos intervalos de tempo, com volume superior no centro-leste e Oeste do Estado. A previsão para os meses de dezembro, janeiro e fevereiro é de retorno da chuva para Santa Catarina. São esperados volumes aproximados ou acima da média para o período, em especial no litoral catarinense.

No entanto, diante da condição hidrológica dos cursos d’água permanecendo com deficit hídrico, é possível indicar a permanência da estiagem prolongada no Estado. Com ausência de uma maior distribuição e volume de chuvas, pode aumentar o número de municípios em estado de atenção, alerta e crítico.

O estudo de monitoramento, coordenado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE) em parceria com a Defesa Civil de Santa Catarina, Agência de Regulação de Serviços Públicos de Santa Catarina (Aresc) e outras agências reguladoras do Estado, tem o objetivo de monitorar e divulgar a situação hídrica catarinense.

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Foto: Julio Cavalheiro / Secom

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