Um encontro para discutir a poluição do Rio Itajaí-Mirim recebeu representantes de entidades interessadas na tarde dessa quarta-feira (09) na sede do Semasa. O abastecimento de água do município de Itajaí, realizado pelo Semasa, vem sofrendo muito nos últimos anos com a poluição e piora na qualidade de água no Rio Mirim, principal manancial usado para o Sistema de Abastecimento do município.

O encontro contou com a iniciativa da Agência de Regulação de Serviços Públicos de Santa Catarina - Aresc, que na oportunidade foi representada pela Bióloga Larissa Martins. A reunião foi aberta por uma apresentação que revelava indícios de despejos ilegais de efluentes provenientes de indústria têxtil, que preocuparam os técnicos de saneamento em julho deste ano, motivando alterações na rotina de tratamento, como o aumento da dosagem de cloro. O problema que ultrapassou os limites municipais deu ensejo às propostas de união de forças entre as instituições de diferentes esferas.

Para embasar o alerta e o pedido de colaboração, o Semasa contratou um serviço de coleta e análise laboratorial de 12 pontos no rio, que foram feitos por quatro semanas durante os meses de agosto e setembro. Os parâmetros analisados foram fósforo total, pH, alcalinidade bicarbonatada, DQO, nitrogênio amoniacal, oxigênio consumido, sulfatos, sulfetos e sulfactantes. As anomalias observadas nos valores são um forte indicativo da ocorrência de lançamentos de esgotos domésticos e industriais.

Entre as entidades representadas na reunião, além da Aresc e Semasa, compareceram, A Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Sustentável(SDS), o Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), o Instituto Cidade Sustentável de Itajaí (ICS), a Polícia Militar Ambiental, o Samae de Brusque, a Fundação Municipal do Meio Ambiente de Brusque (Fundema) e o Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Itajaí-açu, por meio de sua representante do Porto de Itajaí.

Durante encontro, ficou definido que serão realizadas reuniões mensais com o objetivo de traçar meios e ações para o monitoramento e consequentemente melhorias na qualidade do Rio Mirim, após convite aos demais municípios e entidades interessadas que não puderam estar presentes nessa conversa inicial.

A Aresc se comprometeu em auxiliar no monitoramento do Rio Mirim junto aos demais órgãos envolvidos.” A melhoria ambiental desse manancial de captação é de fundamental importância para se ter uma água tratada de qualidade para a população. E a realização dessa reunião foi um importante passo na busca da qualidade ambiental do Rio Itajaí-Mirim”, acrescentou Larissa Martins, Bióloga da Aresc.

Para o superintentende da Fundação Municipal de Meio Ambiente de Brusque (Fundema), Cristiano Olinger, a comprovação dos responsáveis por despejos irregulares é difícil e a fiscalização será eficiente se houver monitoramento contínuo. "Devemos ser mais rigorosos e sentíamos falta desse trabalho conjunto. Todos os municípios a montante do rio devem ser inseridos nesse processo", afirma Olinger.

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